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Marcio Samia

Algo sempre me chamou a atenção quando, nas minhas viagens, eu me encontro com pessoas determinadas a contradizer conceitos (e porque não dizer pré-conceitos) estipulados sabe-se lá por quem, mas que se tornam quase regras de como deve-se agir por causa da sua idade, gênero ou peso por exemplo.

Foi assim quando conheci uma vovó de mais de 80 anos percorrendo os 800 quilômetros a pé rumo a Santiago, ou quando encontrei uma jovem mãe solteira percorrendo o mesmo caminho com seu filho de 04 anos num carrinho de bebê reforçado. Também encontrei um rapaz com seus quase 40 anos e mais de 100 quilos, subindo a incrível Trilha Inca, rumo a Machu Picchu. Jovens de 18 anos conhecendo as geleiras da Patagônia, caminhando com sorrisos maravilhosos nos rostos e vivendo com poucos recursos, mas com muita alegria.

Esses são alguns poucos exemplos dos muitos que encontrei e continuo encontrando a cada vez que decido, não sem um friozinho na barriga, sair da minha deliciosa e viciante zona de conforto. Sim… esse limbo em que nos encontramos não sabemos exatamente o porquê, e que (quase sempre) nos impede de tentar algo novo a cada dia.

Obviamente a primeira reação das pessoas quando são colocadas contra a parede sobre o porquê de não fazer algo diferente, já que o que vem sendo feito não o motiva mais, é sempre parecida com uma frase padrão, mais ou menos assim:

                  – Não tenho mais idade pra isso…

Ou:

                  – Não tenho tempo…

Ou ainda, a mais conhecida de todas:

                  – Não tenho dinheiro pra fazer essas coisas…

Bom, nos últimos tempos tenho lido bastante sobre criatividade e sobre como trazer isso para o nosso dia a dia. Fui percorrer caminhos maravilhosos, me coloquei à prova para testar em mim mesmo se os conceitos (muitas vezes ousados) eram realmente aplicáveis no cotidiano de quem, assim como eu, leva uma vida normal (entenda-se por isso aquele cara que não vive no ambiente extremo da aventura no seu dia a dia).

Percebi que quanto mais eu me permitia conhecer pessoas, mais eu via que meus problemas cotidianos eram extremamente comuns, de certa forma até simples de serem resolvidos. Que existem muitas pessoas por aí se esforçando para viver uma vida extraordinária (sim, isso exige esforço) e conseguindo sucesso na sua empreitada (entenda-se por sucesso aquilo que te traz realização, e não simplesmente o nome do cargo que você ocupa na empresa que trabalha).

Claro que ascensão profissional e reconhecimento financeiro são importantes para se levar uma vida confortável. Mas quando isso se torna o principal alicerce na sua viagem (vida), perde-se o sentido das coisas simples, como um amanhecer na beira da praia ou um por do sol nas montanhas.

Percebe que isso não “custa” quase nada?

Contemplar o belo, admirar o simples, realizar um sonho e buscar o que é mais importante pra você muitas vezes é completamente possível com uma boa dose de planejamento, organização e coragem. Dos ingredientes citados, o mais importante é a coragem. Porque sair da zona de conforto, essa deliciosa e quentinha prisão a que nos submetemos, realmente não é tarefa simples, mas certamente é recompensador.

Ouvi uma frase (não sei o autor) que me inspira a cada novo desafio:

                  Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?

 

Desejo um excelente e criativo mês. A gente continua se vendo e Evoluindo por aí!